Secretário da Casa Civil de Santa Catarina pede exoneração

 Douglas Borba apresentou na manhã do domingo (10) o pedido de exoneração do cargo

O secretário Douglas Borba apresentou na manhã do domingo (10) o pedido de exoneração do cargo de chefe da Casa Civil do Governo de Santa Catarina. A saída ocorre em meio à crise instalada no governo por conta das suspeitas envolvendo a compra de 200 respiradores, ainda não entregues, pelo governo do Estado com pagamento antecipado de R$ 33 milhões. O caso já havia resultado na saída do secretário de Saúde, Helton Zeferino.

“O afastamento é necessário para que possa cuidar de sua defesa e seguir colaborando espontaneamente com as investigações em função de seu nome ter sido citado no processo de compra de respiradores pela Secretaria de Estado da Saúde”, comunicou a pasta por meio de nota (Veja íntegra abaixo).

No sábado (9), a secretaria foi um dos alvos da Operação O2 contra uma quadrilha acusada de fraudes na compra de respiradores para o governo de Santa Catarina. Borba prestou depoimento à Polícia Civil em relação ao caso. A pasta afirmou, por meio de nota, que ele foi ouvido por cerca de duas horas e que a investigação está em segredo de Justiça.

O Gaeco e a Polícia Civil cumpriram no sábado 35 mandados de busca e apreensão e sequestro de bens em Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso. Até este sábado, haviam sido ouvidas 15 pessoas na apuração.

“O que é possível apurar até o momento é uma organização criminosa que agiu mediante um esquema de corrupção que envolve agentes públicos, falsidade ideológica de documentos oficiais, utilização de empresas de fachadas administradas por interpostas pessoas, lavagem de dinheiro e outras infrações”, destaca Fernando da Comin, procurador-geral de Justiça de Santa Catarina.

Em coletiva de imprensa, o diretor-geral da Polícia Civil, Paulo Koerich, disse que foram apreendidos R$ 300 mil em espécie no Rio de Janeiro, em um dos alvos da operação, insumos hospitalares e que houve sequestro cautelar de R$ 11 milhões de uma conta bancária.

Não foram dados mais detalhes porque a investigação está sob sigilo, mas um dos locais no estado onde houve buscas foi o Centro Administrativo catarinense, em Florianópolis. No Rio de Janeiro, em um galpão em Vargem Pequena, na Zona Oeste, os agentes apreenderam máscaras n-95, um Equipamento de Proteção Individual essencial para o trabalho das equipes de saúde, máscaras de oxigênio, laptops e peças para respiradores.

A Veigamed, empresa que vendeu os respiradores ao governo catarinense, disse que tem apenas um depósito de produtos, em Nilópolis, no Rio de Janeiro. “Na manhã deste sábado, houve uma operação de busca e apreensão no local, com apreensão de todo o estoque de medicamentos para averiguação. A empresa esclarece ainda que não é proprietária de depósito em Vargem Pequena, como noticiado”, afirmou em nota.

Fonte: Jornalismo Rádio Videira/ G1
Foto: Peterson Paul/ Secom