Mais de 60% das varas do trabalho de SC conciliam acima da média nacional, destaca corregedor-geral da JT

Durante leitura da ata de correição, ministro Lelio Bentes ressaltou também redução do estoque de processos pendentes de julgamento no primeiro grau e o desempenho dos desembargadores no segundo

Na Justiça do Trabalho de Santa Catarina, a tentativa de conciliação não é uma mera formalidade, mas é levada a sério, está entranhada na cultura das Varas do Trabalho e tem apresentado bons resultados. A afirmação é do corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro do TST Lelio Bentes Corrêa, que na manhã desta sexta-feira (8) fez a leitura da ata de correição ordinária em sessão extraordinária do Tribunal Pleno.

O ministro destacou que, das 60 unidades de primeira instância do estado, 38 realizam mais acordos que a média nacional, que em 2018 foi de 39%. Neste ano, a média catarinense até outubro é de 47%. “Tradicionalmente, desde 2016 este Tribunal tem apresentado índice de conciliação superior à do país. E ainda assim, acertadamente, tem investido na qualificação de magistrados e servidores em técnicas de mediação a fim de aprimorar a função conciliadora, oportunizando às partes mais um ‘locus’ para buscar a composição processual – os Cejuscs”, pontuou o corregedor-geral.

O ministro Lelio Bentes ressaltou ainda a redução dos processos pendentes de julgamento: ao final de 2017, havia no estado um acervo de quase 70 mil processos aguardando sentença. Atualmente, este número é de 30 mil – um resultado a ser “celebrado”, segundo o corregedor.

“As sentenças não se fazem sozinhas. Por mais que a reforma trabalhista tenha acarretado a diminuição da entrada de processos, graças ao compromisso dos juízes de Santa Catarina o ritmo e a produtividade não caíram. Sempre fomos a Justiça mais rápida do país e continuaremos sendo por um bom tempo”, afirmou o ministro Lelio Bentes. Os juízes de primeiro grau, em Santa Catarina, julgaram 30% a mais de processos em relação à quantidade do que lhes foi distribuído, o terceiro melhor resultado do país.

Mais processos julgados, mais recursos. Outro ponto destacado pelo corregedor foi o desempenho do 2º grau, que apesar de enfrentar o aumento de 20% de recursos ordinários recebidos, manteve um bom ritmo de julgamentos – em 2018, foram mais de 30 mil, o maior número desde a instalação do órgão, em 1981.

“Uma atuação que merece ser reconhecida publicamente pela Corregedoria-Geral da JT”, assinalou o ministro Lelio Bentes, elogiando pessoalmente os desembargadores e solicitando que os cumprimentos fossem transmitidos às equipes.

“A sociedade de Santa Catarina está servida, sem dúvidas, por um dos melhores TRTs do país. É o que nos revelam os dados, que somente refletem a dedicação e o compromisso do quadro de magistrados e servidores do Regional catarinense. Devemos reconhecer que há muito esforço envolvido para se chegar nesse resultado”, concluiu o corregedor-geral da JT.

Fonte: Jornalismo Rádio Videira/Assessoria de Imprensa
Foto: Divulgação
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