Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo: vícios causam problemas sociais e sequelas na saúde

Psiquiatra Marcos Antônio Henning fala sobre as consequências para a saúde do uso desenfreado de drogas e álcool; mãe lamenta ter dois filhos viciados e afirma: Não vou desistir de recuperá-los

Aproximadamente 500 mil pessoas morrem em todo o mundo em decorrência do consumo de drogas, segundo estimativa da ONU. O álcool faz todos os anos, 3,3 milhões de vítimas fatais. Famílias são desgastadas por esse tipo de problema que é, muitas vezes, fatal.

Pensando em diminuir o uso destas drogas, foi criado o Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, que é lembrado em 20 de fevereiro.

 

O médico psiquiatra Marcos Antônio Henning atende toda a região e possui mais de 20 anos de experiência com dependentes químicos / Foto: Andrielli Zambonin

 

Ao ingerir substâncias como drogas e álcool, uma pessoa assume um estado de consciência que não é o próprio. Decisões e atitudes são tomadas sem pensar de forma racional e sem a possibilidade de lidar com as consequências. O médico psiquiatra Marcos Antônio Henning que atende em toda a região, destaca as três drogas principais mais consumidas na região.

 

No Brasil, a cocaína é a substância mais utilizada pelos usuários de drogas injetáveis. Muitas dessas pessoas compartilham agulhas e seringas e expõem-se ao contágio de várias doenças como hepatite e Aids.

 

As consequências do uso da maconha são semelhantes aos do tabaco: hipertensão, asma, bronquite. Mas, além disso, usuários de maconha podem ter o agravamento de uma doença psicótica grave.

 

Além de problemas biológicos, o uso de drogas e álcool traz também problemas sociais. Nós conversamos com a mãe de dois usuários de drogas. Hoje com 34 e 32 anos, eles já foram internados várias vezes.

 

A mãe conta que os filhos tinham uma vida normal e bem sucedida até se envolverem com as drogas. Hoje ela vive o medo de ser roubada dentro de casa e o drama de ter que chamar a polícia sempre que os filhos chegam em casa agressivos.

 

O pedido de mãe é simples. Ela deseja que os filhos deixem as drogas e voltem a ter uma vida saudável. Ela destaca que irá interná-los mais quantas vezes forem necessárias e nunca irá desistir de tentar recuperá-los.

Fonte: Central de Jornalismo da RBV Rádios
Foto: Imagem ilustrativa/ Andrielli Zambonin