Comissão da Alesc aprova segundo pedido de impeachment do governador e arquiva denúncia contra vice

Pedido será encaminhado para votação no plenário da Casa.

A comissão especial da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou por unanimidade, na manhã desta terça-feira (13), a continuidade do processo do segundo pedido de impeachment contra o governador Carlos Moisés (PSL). O documento apresentado pelo deputado Valdir Cobalchini (MDB), responsável pelo relatório, pediu o arquivamento da denúncia contra a vice governadora Daniela Reinehr (sem partido) neste processo.

Com a aprovação em primeira votação, o segundo processo de impeachment passará por votação no plenário da Alesc, na qual votam os 40 deputados estaduais.

A comissão especial foi formada por nove deputados, incluindo Cobalchini (MDB):

Ada de Luca (MDB): Voto favorável ao parecer do relator

Valdir Cobalchini (MDB): Voto favorável ao parecer do relator

Ana Campagnolo (PSL): Voto favorável ao parecer do relator

Paulinha (PDT) – líder do governo: Não estava presente na hora da votação

Kennedy Nunes (PSD): Voto favorável ao parecer do relator

Marcius Machado (PL): Voto favorável ao parecer do relator

Nazareno Martins (PSB): Voto favorável ao parecer do relator

Sergio Motta (Republicanos): Voto favorável ao parecer do relator

Fabiano da Luz (PT): Voto favorável ao parecer do relator

A sessão começou às 9h, com a leitura do relatório, e terminou às 12h45 com a votação dos deputados.O documento analisado durante a sessão desta terça tem mais de 80 páginas. No relatório, Cobalchini se baseou nos autos da acusação e nas defesas apresentadas pelo governador e vice.

A denúncia foi apresentada à Alesc no dia 10 de agosto por 16 pessoas, entre elas advogados e empresários, e aceita pelos deputados em 3 de setembro.

O que diz o pedido

Os autores do segundo pedido de impeachment afirmaram que o governador cometeu crime de responsabilidade no episódio da compra dos 200 respiradores por R$ 33 milhões com dispensa de licitação e no processo de contratação do hospital de campanha de Itajaí, que acabou cancelado.

O pedido diz ainda que Moisés prestou informações falsas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos respiradores e não adotou procedimentos administrativos contra os ex-secretários Helton Zeferino, da Saúde, e Douglas Borba, da Casa Civil, investigados no caso dos respiradores.

Em relação à vice, os denunciantes disseram que ela cometeu crime ao se omitir no caso da compra dos aparelhos por R$ 33 milhões.

 

Fonte: Jornalismo Rádio Videira / G1 SC
Foto: G1 SC