Cidasc orienta sobre proibição do uso e distribuição de restos de alimentos para animais

Medida visa evitar a proliferação de doenças, como a Peste Suína Clássica

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) é responsável, através de uma Legislação Estadual (Portaria nº 15, da Secretaria de Estado de Agricultura e da Pesca, de 27 de abril de 2000), por fiscalizar e combater o uso e distribuição de restos de alimentos de restaurantes, hospitais e afins para alimentação animal, como exemplo suínos.

A Peste Suína Clássica (PSC), cujo último foco da doença no estado ocorreu em 1990, é causada por um vírus do gênero Pestivírus, sendo considerada de alta virulência, capaz de provocar febre, hemorragias em diversos órgãos e elevada mortalidade de suínos.

Em 2015, Santa Catarina constituiu, juntamente com o Rio Grande do Sul, a primeira zona livre de PSC do Brasil reconhecida internacionalmente pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). A conquista do certificado foi fruto de esforços de toda equipe da Cidasc e de todo o Serviço Veterinário Oficial (SVO) que atua em Santa Catarina, bem como dos produtores rurais, da iniciativa privada e dos médicos veterinários envolvidos nas ações de defesa sanitária catarinense.

Sabrina Tavares, médica veterinária da Cidasc, comenta sobre a portaria que proíbe o uso de comidas, como restos de restaurantes.

 

Evitar o risco de introdução da doença é uma das preocupações da Companhia e deve ser também uma preocupação de todo cidadão catarinense, uma vez que a presença ou disseminação de PSC no estado provocaria graves prejuízos não apenas para os suinocultores, como também para toda a economia de Santa Catarina, considerado o estado que mais produz e exporta carne suína no Brasil.

Fonte: Jornalismo Rádio Videira
Foto: Imagem ilustrativa/ Divulgação